quinta-feira, 24 de março de 2016

Tarte de alho francês (sem lácteos)/Tarta de puerros (sin lácteos)/Leek Pie (dairy free)

Tarte de alho francês (sem lácteos)

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A minha amiga F. organizou uma venta de tartes e bolos para organizar atividades dirigidas a crianças com deficiências e doenças ‘raras’. Perguntou-me se queria participar.
Ora, quem sou eu para negar tal proposta?
- Levo doce ou salgado?, perguntei.
- Trás salgado que já há bastante doce.

Como sei que um dos miúdos da F. não pode tomar lácteos e tolera pouco glúten, pensei em preparar esta tarte, apta para todos. Tive a sorte de ainda a poder provar e estava uma delicia.
A massa com farinha de sarraceno estende-se com as mãos (quer dizer que nem é preciso rolo da massa) e gostei muito do sabor. O tomilho e cúrcuma dão um sabor maravilhoso a esta tarte, tão cremosa e digesta.
Recomendo para todos os tipos de dietas e ‘antidietas’.

Ingredientes: (forma de tarte de 24 cm):

Cozedura: 15 + 40 minutos
Preparação: 25 minutos

Massa:
200 g de farinha de sarraceno biológica
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 pitada de sal
100 ml de azeite
100 ml de água

Recheio:
1 kg de alho francês (uns 4 ou 5)
3 ovos
250 ml de natas de aveia
Azeite
Pimenta preta
Cúrcuma
Tomilho

Aquecer o forno a 180oC.

Preparar a massa:
Misturar, a farinha, os flocos de aveia e o sal. Ir vertendo o azeite e a água, misturando com a colher de pau até os ingredientes se unirem. Terminar de amassar com as mãos até se poder formar uma bola com a massa (que não pegue às mãos).
Estender a massa numa forma  untada com azeite e polvilhada com farinha de sarraceno. Ir puxando a massa com a palma das mãos. Picar a base com um garfo.

Recheio:
Lavar e cortar o alho francês às rodelas.
Saltear o alho francês em azeite numa frigideira e deixar cozer para que a água dos legumes evapore. Apagar o lume e reservar.
A parte misturar os ovos com as natas, a pimenta, cúrcuma e tomilho. Juntar o alho francês e verter a preparação sobre a base de tarte.
Levar ao forno durante aproximadamente 40 minutos.

Servir quente ou frio.

Notas:
Uma tarte deliciosa (estou-me a repetir?).
A autora da receita (do blog com o nome tão giro Je peux lécher la cuillère? – ‘Posso lamber a colher?’) comenta que não é desnecessário untar a forma com azeite. Experimentem se quiserem, eu preferi evitar surpresas.

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Tarta de puerros (sin lácteos)



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Mi amiga F. ha organizado una venta de tartas y bizcochos para llevar a cabo actividades dirigidas a niños con discapacitados o/y con enfermedades ‘raras’. Me pregunto si quería participar.
Quién soy yo para negar tal propuesta?

Niños son almas con la capacidad de despertar lo mejor que hay en nosotros.

- Llevo dulce o salado?, pregunto.
- Salado que dulce ya hay bastante.

Como sé que uno de los niños de F. no puede tomar lácteos y que tampoco tolera tanto gluten, he pensado preparar esta tarta, apta para todos. He tenido la suerte de haber podido probarla. Pero que delicia.
La masa con harina de sarraceno se deja trabajar muy fácilmente con las manos (quiere decir que ni rodillo hace falta) y el sabor me ha encantado. El tomillo y cúrcuma le da un maravilloso sabor a esta tarta tan cremosa y digesta.
Recomendado para todos os tipos de dietas e ‘antidietas’.


Ingredientes: (molde de tarta de 24 cm):

Cocción: 15 + 40 minutos
Preparación: 25 minutos

Masa:
200 g de harina de sarraceno biológica
2 cuch. soperas de copos de avena
1 pizca de sal
100 ml de aceite de oliva
100 ml de agua

Relleno:
1 kg de puerros (unos 4 o 5)
3 huevos
250 ml de nata de avena
Aceite de oliva
Pimienta negra
Cúrcuma
Tomillo

Calentar el horno a 180oC.

Preparar la base:
Mezclar, la harina, los copos de avena y la sal. Ir vertiendo aceite y agua, mezclando con la cuchara de palo hasta que los ingredientes se junten bien. Terminar amasando suavemente con las manos hasta poder formar una bola (que no pegue a las manos).
Estirar la masa en un molde  untado con aceite y espolvoreado con harina de sarraceno. Ir estirando con la palma de las manos. Picar la base con un tenedor.

Relleno:
Lavar y cortar el puerro a rodajas.
Saltear el puerro con un poco de aceite en la sartén y dejar cocer para soltar el agua de la verdura. Apartar Del fuego, reservar.
A parte mezclar los huevos con la nata, pimienta, cúrcuma y tomillo. Añadir el puerro a la y verter esta preparación sobre la base de la tarta.
Hornear durante aproximadamente 40 minutos.

Comer frio o caliente.

Notas:
Una deliciosa tarta (me repito?).
La autora de esta receta (del blog que lleva el título tan divertido de , Je peux lécher la cuillère? – ‘puedo chupar la cuchara?’) comenta que no es necesario untar el molde con aceite. Probadlo si queréis, yo he preferido evitar sorpresas.

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Leek Pie (dairy free)


My friend F. was organizing an event in order to put into place activities addressed to handicapped children and children with ‘rare’ diseases. Her idea was to sell pies and cakes and asked me if I would participate.
Who am I to reject helping children?

Children are souls that have the capacity to wake up the best in ourselves.

- Sugar or salt?, I asked.
- Salt, please. There’s already enough sugar.

I know that one of F.’s children can`t have any food containing dairy or gluten. That’s why I had the idea of preparing this pie, which would be suitable for all. I was really lucky to taste it. Simply delicious.
The crust done with buckwheat can be easily prepared with the hands (no need to use a rolling pin for this one) and its taste seduced me. The thyme and turmeric bring a wonderful light flavour to this creamy and digestible tart.
Highly recommended for any time of diet or ‘anti-diet’.

Ingredients: (24 cm pie):

Cooking time: 15 + 40 minutes
Prep. time: 25 minutes

Pie crust:
200 g biological buckwheat flour
2 Tsp. oat flakes
1 pinch of salt
100 ml olive oil
100 ml water

Filling:
1 kg leeks thinly sliced (about 4 to 5 pieces)
3 eggs
250 ml oat cream
Olive oil
Black pepper
Turmeric powder
Thyme


Preheat oven at 180oC.

Prepare the pie crust:
Combine flour, oat flakes and salt in a bowl. Slowly add oil and water and mix with a wooden spoon until combined. Then knead lightly with your hands until the dough comes together into a ball (that doesn’t stick to the hands).
Spread some oil over the pie pan and sprinkle with buckwheat flour.
Then press and push the dough gently with the palm of your hands until it gets thin and has the size of the pan. Fit the dough into the pan, and prick the bottom of the pie with a fork.

Fort he filling:
Heat oil in a skillet and cook leeks over medium heat until they lose excess water. Set aside.
In a bowl stir together eggs, oat cream, pepper, turmeric and thyme. Add the cooked leeks to the cream and transfer the filling into the pie crust.
Bake in oven for about 40 minutes.

Enjoy warm or cold.

Notes:
A delicious pie (am I repeating myself?).
The author of this recipe (Je peux lécher la cuillère? – lovely name for this French blog, meaning ‘may I lick the spoon?’) adds that it is not necessary to spread oil nor flour over the pan before placing in the crust. You may try if you wish, but I preferred to avoid surprises.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mousse de Basler Läckerli com coulis de Framboesa/Basler Läckerli Mousse with Raspberry coulis

Mousse de Basler Läckerli com coulis de Framboesa


Mousse de Basler Läckerli com coulis de framboesa

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Podem imaginar que depois da minha ultima estadia na Suíça, voltei com a mala carregada de chocolate. Chocolate e não só. Também trouxe Basler Läckerli, as bolachas típicas da Basileia. Uma bolacha entre o Pain d’Épices francês e as bolachas Speculoos belgas. Saborosas com toques de canela, gengibre e outras especiarias, estas bolachas são perfeitas para servir com um bom café ou chá.
Conhecendo-me, sabia que estas bolachas iam ser ‘transformadas’. Uma simples mousse com framboesas, perfeita fusão de sabores e cores.

Esta receita dedico-a ao Dr Eche. Por todas as pessoas que ajuda, começando por mim. Um homem de valor que admiro pela sua descrição e tacto. Sempre presente para me animar a cuidar de mim, sempre uma palavra gulosa sobre as últimas receitas do blog...
Que o Universo lhe leve toda força que precisar para superar este momento difícil e que muito em breve possa voltar a estar conosco para saborear as pequenas maravilhas desta vida.

Mousse de Läckerli (3 pessoas)

200 g natas azedas
200 ml natas
75g bolachas Basler Läckerli
3 colheres de sopa de açúcar em pó

Coulis de Framboesa

200 g framboesas congeladas ou frescas
Crème de cassis (licor de groselha negra)

Coulis:
Num tachinho levar ao lume as framboesas e deixar cozer em lume brando uns 10 minutos até se desfazerem. Adicionar o licor, triturar com a varinha mágica. Deixar arrefecer e reservar. (pode-se filtrar o molho por um passador de rede para retirar as sementes, eu deixei tal qual).

Mousse:
Partir as bolachas e levá-las ao lume num tachinho com um pouco de nata. Aquecer (sem deixar ferver) durante uns minutos só para amolecer as bolachas.
Triturar e deixar arrefecer completamente.

Quando o creme de bolacha estiver frio, incorporar as natas azedas batendo bem.
Bater as natas com o açúcar até ficarem consistentes.
Incorporar o creme de bolacha às natas batidas e reservar.

Em taças individuais, verter no fundo, uma colher de creme de framboesas.
Por cima deste, cobrir com uma capa de creme de bolacha, intercalar com uma fina camada de framboesas e terminar com creme de bolachas.
Decorar com chantilly e coulis de framboesa.

Levar ao frigorifico durante mínimo 3 a 4 horas antes de servir.

Para comer com um sorriso. J

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Mousse de Basler Läckerli con coulis de Frambuesa


Mousse de Basler Läckerli con coulis de frambuesa

Cuando he vuelto de mi último viaje a Suiza, claro que he traído una maleta llena de chocolate, pero aparte también he traído Basler Läckerli.
Es una galleta típica de Basilea que podría intentar definir como una mezcla del Pain d’Épices (pan de especias) francés y las galletas Speculoos belgas. Muy sabrosas, estas galletas van muy bien con un buen café o un té.
Como me conozco, sabía que estas galletas iban a ser ‘trasformadas’. Una sencilla mousse con frambuesas, perfecta fusión de sabores y colores.

Esta receta, la dedico a Dr. Eche. Por todas las personas que ayuda, empezando por mí. Un hombre de valor que admiro por su discreción y tacto. Siempre presente para me animar a cuidarme, siempre una palabra golosa sobre las últimas recetas del blog...
Que el Universo le traiga la fuerza que necesite para superar este momento difícil y que muy en breve pueda volver a estar con nosotros para saborear las pequeñas maravillas de esta vida.

Mousse de Läckerli (3 personas)

200 g nata agria
200 ml nata
75g galleatas Basler Läckerli
3 cucharadas soperas de azúcar

Coulis de Frambuesa

200 g de frambuesas congeladas o frescas
Crème de cassis (licor de grosella negra)


Coulis:
Calentar las frambuesas en un cazo y cocer a fuego lento unos 10 minutos hasta que se deshagan. Añadir el licor, triturar con el mixer. Dejar enfriar e reservar. (se puede filtrar la salsa por un colador para apartar las semillas, pero yo lo he dejado tal cual).

Mousse:
Desmenuzar las galleteas y calentarlas en un cazo con un poco de nata (sin dejar hervir), para que las galletas queden blanditas.
Triturar y dejar enfriar.

Cuando la crema de galletas esté fría, juntar la nata agria y batir bien.
A parte, montar la nata firme.
Incorporar la crema de galletas a la nata montada y reservar.

En copas individuales, poner en el fondo de cada una, una cucharada de coulis de frambuesa.
Por encima, poner una capa de mousse de galletas, intercalar con una fina capa de frambuesa y terminar con mousse de Läckerli.
Adornar con chantilly y coulis de frambuesa.

Reservar en la nevera durante mínimo 3 a 4 horas antes de servir.

Disfrutad y no olvidar sonreír. J

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Basler Läckerli  Mousse with Raspberry coulis


Basler Läckerli mousse with Raspberry coulis

When I came back from my last stay in Switzerland, you may guess that I had a suitcase full of chocolate, of course. But besides chocolate I have also brought Basler Läckerli.
It is a typical biscuit from Basel that could be placed between the French Pain d’Épices (spiced bread) and the Belgian Speculoos (also known as Biscoff). Very tasty cookies to serve with a nice cup of coffee or tea.
Knowing myself, I knew that these Basler Läckerli would be ‘transformed’…in a simple mousse with raspberries, perfect fusion in flavour and color, suitable for any sweet tooth.

I am dedicating this recipe to Dr. Eche. For all the people he helps, starting with myself. A great man whom I admire for his discretion and tactfulness. Always there to encourage me to take care of myself, always a sweet word about the last recipe on the blog...
Let the Universe give him all the strength he can use to overcome this painful moment and be back with us very soon so we can enjoy together the little wonders of this life.

This one’s for you J


Läckerli Mousse (yields: 3 servings)

200 g sour cream
200 ml whipping cream
75g Basler Läckerli biscuits
3 tbsp sugar

Raspberry Coulis

200 g fresh or frozen raspberries
Crème de cassis (blackcurrant liqueur)


Coulis:
Heat raspberries in a small saucepan and bring to boil over low heat for aprox. 10 minutes until the raspberries are soft. Add liqueur and puree until smooth (you may choose to pass mixture through a colander in order to discard the seeds but I didn’t). Set aside and leave to cool.

Mousse:
Crush de Läckerli biscuits and toss them in a saucepan adding some cream. Heat (don’t let the cream boil) for a few minutes, just enough to melt the biscuits.
Puree the mixture and leave it to cool.

Once the Läckerli cream is cold, add in sour cream and beat firmly.
Whip cream with sugar until firm.
Add Läckerli cream to the whipped cream beating gently and set aside.

Pour a spoonful raspberry coulis in a bottom of 3 individual dessert cups. Cover the coulis with some Läckerli mousse. Then cover the mousse with a thin layer of raspberries and end up filling the cups with mousse.
You may decorate with leftover whipped cream and raspberry coulis (if there is any left).

Keep refrigerated for at least 3 to 4 hours before serving


Enjoy with a smile.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tarte folhada de bacalhau com pimentos/Hojaldre de bacalao con pimientos/Cod and bell pepper pie

Tarte  folhada de bacalhau com pimentos

Tarte folhada de bacalhau com pimentos

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Aqui no ‘pueblo’ onde moro, há uma padaria onde fazem uma ‘Coca de bacalao’ que é uma maravilha. Quando passo por lá e calha um dia em que a fazem, aproveito para comprar. Como não sou muito de comprar comida feita, sempre me digo que deveria tentar fazer em casa.
Pois parece que chegou o dia e deve ter sido o dia certo. Ficou uma maravilha.
Eu fiz com massa folhada invertida caseira, mas podem fazer com massa folhada de compra.

Aqui vai a minha receita.

Ingredientes (4 pessoas):

1 massa folhada invertida caseira/ ou um rolo de massa folhada de compra retangular
(aprox. 250g)
100 g de bacalhau demolhado e desmigado
1 pimento verde
1 pimento vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
Ervas provençais
aceite
1 ovo
Sal, pimenta a gosto

Assar os pimentos no forno a 180ºC durante 45 minutos, deixar arrefecer, retirar a pele dos pimentos e cortá-los em tiras.
Numa frigideira com azeite, refogar a cebola (cortada em argolas finas) e o alho esmagado. Quando começar a dourar, juntar o bacalhau, envolver. Acrescentar os pimentos assados, as ervas provençais, sal e pimenta, envolver bem e refogar mais uns minutos.

Numa superfície polvilhada com farinha, estender a massa folhada e cortá-la em dois retangulos iguais (uns 25x15 cm).

Colocar o recheio de bacalhau sobre um dos retangulos, deixando um pouco de espaço à volta. Humedecer ligeiramente o contorno da massa folhada com água. Cobrir com o outro retangulo e pressionando suavemente o contorno da tarte de maneira a que as placas de massa adiram. Com a ponta de uma faca, marcar com pequenos cortes o contorno da tarte e fazer 4 cortes na superfície.

Pincelar a superfície da tarte com um ovo batido.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos até a massa cozer e dourar.

Servir quente ou frio.
Tarte folhada de bacalhau com pimentos

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Hojaldre de bacalao con pimientos

Coca de bacalao con pimientos

Aquí en el ‘pueblo’ donde vivo, hay una panadería donde hacen una ‘Coca de bacalao’ estupenda. Cuando paso cerca y la hacen, aprovecho para llevar un trozo. No soy muy de comprar comida hecha, así que pero siempre me digo que debería intentar hacerla en casa.
Pues ha llegado el día y habrá sido el día cierto. Quedó perfecta.
La he preparado con hojaldre invertido casero, pero lo podéis hacer con hojaldre de compra.

Os doy mi receta.


Ingredientes (4 personas):

1 lámina de hojaldre invertido casero/o una lámina de hojaldre rectangular de compra
(aprox. 250g)
100 g de bacalao remojado y desmigado
1 pimiento verde
1 pimiento rojo
1 cebolla, cortada en aros finos
2 dientes de ajo, aplastados
Hierbas provenzales
aceite de oliva
1 huevo
Sal y pimienta
Asar los pimientos en el horno a 180ºC durante 45 minutos, dejar entibiar, quitarles la piel y cortarlos en tiras.

En una sartén, rehogar la cebolla y el ajo en aceite. Cuando empiece a dorar, juntar el bacalao, mezclar. Añadir los pimientos asados, las hierbas provenzales, sal , pimienta y rehogar unos minutos más.

Sobre una superficie espolvoreada con harina, extender el hojaldre y cortarlo en dos rectángulos iguales (unos 25x15 cm).

Colocar el relleno de bacalao sobre uno de los rectángulos, dejando un poco de espacio alrededor. Humedecer el borde de la lámina de hojaldre con agua. Cubrir con la segunda lámina de hojaldre y presionar suavemente el contorno da la empanada. Con la punta de un cuchillo, hacer pequeños cortes alrededor de la masa y 4 cortes más profundos en la superficie (para que salga el aire).

Pincelar toda la superficie de la empanada con huevo batido.
Hornear en el horno precalentado a 180ºC durante 30 minutos hasta que la masa está cocida y dorada.

Servir caliente o frio.
Delicioso.
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Cod and bell pepper pie

Cod and bell pepper pie

In the village where I live, there is a bakery where one can find a delicious ‘Coca de bacalao’ (codfish pie). Whenever I walk by on a codfish-pie-day, I just can’t miss the opportunity to get a little piece for my lunch.
As I am not too much into buying prepared food, I have always kept telling myself that I should try and bake one at home. Well, it seems that the day has come, and it must have been the perfect day for the result is simply marvelous.
I have used my home made inverted puff pastry, but you could use a bought pastry as well.

Here is the recipe­.

Ingredients (4 serves):

2 sheets homemade inverted puff pastry/ or 1 bought rectangular puff pastry sheets
(aprox. 250g)
100 g de cod unsalted and threaded
1 green bell pepper
1 red bell pepper
1 onion, minced
2 garlic cloves, crushed
Herbes de Provence
olive oil
1 egg
Salt and pepper to taste

Start with roasting the bell peppers in the preheated oven (180 ºC) for about 45 minutes. Leave to cool, then peel the Bell peppers and cut them in stripes.

Heat olive oil in a frying pan and stir on onions and garlic for a few minutes until light golden brown. Add the cod, stir in and add bell peppers and Herbes de Provence, salt and pepper and cook for about 10 minutes stirring in occasionally.

Roll out puff pastry on a floured work surface and cut it in 2 equal sized squares (about 25x15 cm).

Spread cod filling over one of the pastry squares leaving some empty space on the edges. Brush lightly the edge with water. Place second pastry square on the top of the filled pastry , press down carefully with the fingers to seal both pastries. Using the edge of a knife mark light incisions around the edge of the pie, then cut four stripes on the top.

Brush the top of the pie with beaten egg.
Bake in preheated oven (180ºC) for approximately 30 minutes until pastry is cooked and golden brown as we like it.

Enjoy!
Cod and bell pepper pie

domingo, 17 de janeiro de 2016

Pastéis de Feijão/‘Pastéis’ de Alubias (sin lácteos)/Portuguese Sweet White bean Pies (dairy free)

Pastéis de Feijão (sem lácteos)



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Sim, ‘Pastéis há muitos’ como bem o diz Luis Pontes do blog Comidas Caseiras. Já tinha feito os Pastéis de Feijão deste blog. Uma delícia, devo dizer.
É verdade, comemos muitos pastéis em Portugal.
Desde Pastéis de Bacalhau a Pastéis de Nata, comemos pastéis de todas as formas, Cores e Sabores. Ao almoço, jantar e sobremesa há pastéis para todas as ocasiões.
E muitas vezes me perguntam (os meus amigos estrangeiros): ‘O que são pastéis? São doces pequenos? Tento dar uma explicação clara, mas fico eu também à procura de uma definição concreta...até hoje, boa gente.

Depois de ler o meticuloso estudo de Virgílio Nogueiro Gomes, sobre a origem da denominação pastéis (que vos convido a ler aqui), podemos dizer que Pastéis (tendo em conta as diversas informações em quanto à sua origem e a evolução dos tempos), podem-se definir como ‘um preparado de massa (folhada, areada, tenra, ou outra) que envolve completa ou parcialmente um recheio salgado ou doce que é depois frito ou cozido’.

Para fazer estes pastéis, inspirei-me da receita do ‘Comidas Caseiras’ e de uma receita das Estrelas do Zêzere (uns pastéis que não levam o nome de ‘pastéis’) que encontrei no meu livro ‘Gastronomia Regional Portuguesa’.

Ingredientes (para 18 a 20 pastéis – fiz metade da receita):

Massa:

200 g de farinha
2 colheres de sopa de azeite
250 ml de água (aproximadamente)
sal

Recheio:

500 g de açúcar
500 ml de água
150 g de feijão branco cozido e reduzido a puré
100 g de amêndoa ralada
10 gemas
2 ovos
Farinha e açúcar em pó para polvilhar

Primeiro fazemos o polme: Colocar o açúcar num tachinho, cubri-lo com a água e levar a ferver até obter ponto de pérola (aprox. 5 minutos).
Juntar então o puré de feijão, a amêndoa, envolver tudo bem e deixar arrefecer.

Entretanto faz-se a massa:
Peneirar a farinha e abrir uma cavidade no centro. Colocar dentro desta o azeite e uma pitada de sal. Amassar, juntando a água em quantidade necessária para obter uma massa homogênea.
Depois estende-se a massa até se obter uma espessura muito fina (1 mm) e forram-se as formas previamente untadas com azeite e polvilhadas com farinha, deixando um pouco de massa de fora.

Voltando ao recheio: Juntam-se as gemas e os ovos ao creme e mistura-se bem.

Enchem-se as formas com o recheio e corta-se o excesso de massa.
Polvilha-se a superfície com farinha, retirando o excesso e lavam-se os pasteis a cozer no forno preaquecido a 180 ºC, durante aproximadamente 25 minutos.
Retirar do forno, deixar arrefecer, polvilhar com açúcar e colocar os pastéis em caixinhas de papel frisado.

resultado: Pastéis de Alegría!

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‘Pastéis’ de Alubias (sin lácteos)

Pues sí, ‘Pastéis’ hay muchos’ como bien lo dice Luis Pontes en el blog Comidas Caseiras. Ya he hecho sus Pastéis de Feijão y se lo tengo que decir: Deliciosos.
La verdad, es que comemos muchos pastéis en Portugal.
Desde los Pastéis de Bacalhau (nuestras croquetas de bacalao) a Pastéis de Nata (los famosos), comemos pastéis de todas formas, Colores e Sabores. A la comida, para cenar, de postre, tenemos pastéis para todas las ocasiones.

Con esto, a menudo me preguntan (mis amigos extranjeros): ‘Pero qué son ‘pastéis’?
Bien que intento dar una explicación clara, pero me quedo buscando una definición más concreta...hasta hoy, buena gente.

Tras haber leído el meticuloso estudio de Virgílio Nogueiro Gomes, sobre el origen de la denominación pastéis (que os invito a leer aquí), podemos decir que Pastéis (teniendo em cuenta las diversas informaciones relativas a su origen y a la evolución de los tiempos), podemos definir Pastel como ‘un preparado de masa (hojaldrada, brisa u otra) que envuelve completa o parcialmente un relleno salado o dulce que después será frito o cocido’.

Para hacer estos pastéis, me he inspirado de la receta del blog Comidas Caseiras e de una receta de las Estrelas do Zêzere (Estrellas de Zêzere - unos pastéis que no llevan el nombre de ‘pastéis’), del libro ‘Gastronomia Regional Portuguesa’.

Ingredientes (para 18 a 20 pastéis – he hecho la mitad de la receta):

Masa:

200 g de harina
2 cuch soperas de aceite de oliva
250 ml de agua (aproximadamente)
sal

Relleno:

500 g de azúcar
500 ml de agua
150 g de alubias blancas cocidas trituradas en puré
100 g de almendra molida
10 yemas de huevo
2 huevos
Harina y azúcar glas para espolvorear

Primero hacemos el relleno:
Poner el azúcar en un cazo, cubrirlo con el agua y hervir até obtener punto de bola (aprox. 5 minutos). Añadir entonces el puré de alubias, la almendra, envolver todo bien y dejar entibiar.

Mientras se hace la masa:
Tamizar la harina y abrir un hueco en el centro. Verter en el centro el aceite y una pizca de sal. Amasar, vertiendo agua en cantidad suficiente para conseguir una masa homogénea.
Con el rodillo, se extiende la masa muy fina (1 mm) y se coloca em los moldes previamente untados con aceite y espolvoreados con harina, dejando un poco de masa salir por fuera.

Volvamos al relleno: Se añaden las yemas y los huevos a la crema de alubias y se mezcla bien.

Rellenamos los moldes con el relleno y cortamos la masa en exceso.
Espolvoreamos la superficie con harina, quitando el exceso y horneamos los pastéis en horno precalentado a 180 ºC, durante aproximadamente 25 minutos.
Sacamos del horno, dejamos enfriar, desmoldamos e ponemos los pastéis en cajitas de papel, espolvoreándolos con azúcar glas.

Resultado: Patéis de Alegría!

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‘Pastéis de Feijão’ – Portuguese Sweet White bean Pies (dairy free)


These traditional, delicious and creamy Sweet White Bean Pies, are just one of the many varieties of Pastéis we can find in Portugal. We do eat a lot of Pastéis.
From the Pastéis de Bacalhau (ou typical cod fritters) to the wellknown Pastéis de Nata (egg custard puff pastry pies), Pastéis can be found in many shapes, Colours and Tastes.
For lunch, supper or dessert, we have pastéis for every occasion.

But then again, I am often asked (by my foreign friends): ‘What are Pastéis, after all?’
I always try to give the best explanation that comes to my mind, but always feel short of words to give a more accurate definition…until today, my friends.

After reading Virgílio Nogueiro Gomes’ article about the origin and the denomination of Pastéis (you can find the article here, in Portuguese), taking into account the various theories and the evolution of times we can consider that Pastéis are a culinary preparation which consists of a dough (puff pastry or any other kind) wrapping partially or completely a filling that can be salty (meat, fish, vegetable) or sweet which is then is cooked of fried.

To bake these Pastéis, I was inspired by Luis Pontes’ recipes in Comidas Caseiras and by a recipe I have found in my book ‘Gastronomia Regional Portuguesa’ from Estrelas de Zêzere (translated: Zêzere’s Stars). Here is my recipe.

Ingredients (18 to 20 pastéis –I only did half the recipe):

Dough:

200 g de flour
2 table spoons olive oil
250 ml water (aprox.)
salt

Filling:

500 g sugar
500 ml water
150 g cooked and pureed white beans
100 g de ground almond
10 yolks
2 eggs
Extra flour and sugar to sprinkle

Let’s start with the filling: Bring sugar and water to boil in a saucepan and leave it to boil until reaching soft ball stage (about 5 minutes).
Add pureed beans, almond, stir everything together and leave to cool down.

For the dough:
Place sifted flour and salt in a large container and do a well in the centre. Pour oil in the well. Knead the dough, pour in as much water as needed to get a plain dough.
Roll out the dough on a floured surface as fine as 1 mm. Cut rounds and place them in the previously buttered tins leaving some extra dough out of the tin.

Now back to the filling: Stir in eggs and yolk into the creamy bean batter.

Fill in the tins with the cream and cut off the left over dough.
Sprinkle the top with some flour and bake in preheated oven at 180 ºC, for about 25 minutes.
Remove from oven, set aside to cool. Unmold the pies, sprinkle with powdered sugar and serve in paper cups.


The result: Pies of Joy!