sábado, 4 de julho de 2015

Pastéis de Amêndoa (sem lácteos, sem glúten)/Pastelitos de Almendra (sin lácteos, sin gluten)

Pastéis de Amêndoa (sem lácteos, sem glúten)

Pastéis de Amêndoa (sem lácteos, sem glúten)

‘Às vezes, penso que é o próprio sonho que nos escolhe. A nossa única eleição reside em como o materializar. Como se o sonho sonhasse a través do sonhador...sussurrando:’...dá-me vida, permite-me existir...’
(Raimon Samsó em ‘O mestre dos papagaios voadores’)

Um movimento espontâneo, natural, sem pensamento e surgiram estas delicias.
A massa é a base de uma ‘frangipane’, em que a manteiga foi substituída por natas de aveia, e não fica muito mais por dizer.

Assim foi como eu ‘não fiz’:

Ingredientes:

60 g de amêndoa moída fina
60 g de açúcar
50 g de natas de aveia
1 colher de sopa de Kirsch
1 ovo
1 pitada de sal
Casca de laranja ralada

Misturar com uma espátula, sem bater, os ovos e o açúcar até obter um creme homogéneo.
Juntar a amêndoa aos poucos, juntar a nata misturando sempre sem bater. Perfumar com o Kirsch e a casca de laranja ralada.
Deitar em forminhas untadas com azeite e polvilhadas com farinha (sem glúten para os intolerantes), levar ao forno aquecido a 180°C, uns 20 a 25 minutos.
Retirar do forno, deixar arrefecer completamente antes de desenformar.

Não pensem, provem e digam se não sabem que é uma maravilha.

Notas:
Sabor intenso a amêndoa, estes pastéis ficam com uma textura tipo queijada.
Pastéis de Amêndoa (sem lácteos, sem glúten)


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Pastelitos de Almendra (sin lácteos, sin gluten)

Pastelitos de Almendra (sin lácteos, sin gluten)

'A veces, pienso que es el propio sueño el que nos elige. Y nuestra única elección es cómo materializarlo. Es como si el sueño soñara a través del soñador. De algún modo, nos susurra: ‘Aliéntame, dame vida, permíteme existir…’'
(Raimon Samsó en ‘El maestro de las Cometas')

Un movimiento espontáneo, natural, sin pensamiento y surgieron estas delicias.

La masa es la base de una ‘frangipane’, en la cual la nata de avena remplaza la mantequilla, e mucho más no hay que decir.

Así fue como ‘no he hecho’:

Ingredientes:

60 g de almendra molida fina
60 g de azúcar
50 g de nata de avena
1 cuch sopera de Kirsch
1 huevo
1 pizca de sal
Piel de naranja rallada

Mezclar sin batir los huevos con el azúcar hasta obtener una masa homogénea.
Añadir la almendra poco a poco, añadir la nata y mezclar. Perfumar con el Kirsch y la ralladura de naranja.
Verter la masa en moldes untados con aceite y espolvoreados con harina (sin gluten para los intolerantes), hornear en horno pre-calentado a 180°C, 20 a 25 minutos.
Dejar enfriar antes de desmoldar.

No pensar, probad y decidme si no saben de maravilla.

Notas:
Sabor intenso a almendra, estos pastelitos tienen una textura de ‘queijada’.
Pastelitos de Almendra (sin lácteos, sin gluten)


domingo, 28 de junho de 2015

Curgetes no forno com ervas e queijo/Calabacín al horno con hierbas y queso

Curgetes no forno com ervas e queijo

Curgetes no forno com ervas e queijo

Suave, digesto e rica em minerais, curgete é um legume sempre bem-vindo à mesa.
O meu problema com as curgetes, é não lhes encontrar muito sabor.
Assadas ou grelhadas é como mais as aprecio e quando vi esta receita do Elvira’s Bistrot, decidi provar...e aprovar. Fiz igual, à parte a salsa que subsituí por amnjericão.
Sem dúvidas muito mais leves do que gratinados com ovos e bechamel, mas aromáticas e saborosas. Ideal para dias de calor como os que vão passando por aqui.

Ingredientes (2 pessoas):

Tempo de preparação: 10 minutos
Tempo de cozedura: 30 minutos

250 g curgetes cortadas em rodelas finas
2 dentes de alho picados
1 colh de sopa de orégãos secos
2 colh de sopa de folhas de manjericão frescas, picadas
2 colh de sopa de água
Pimenta moída na altura
2 colh de sopa de azeite
4 colh de sopa de queijo curado ralado

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Dispor as rodelas de curgete num tabuleiro de forno, de forma harmoniosa. Polvilhar com o alho picado, o manjericão e os orégãos.
Regar com a água. Temperar com sal e pimenta. Regar com o azeite e polvilhar com o queijo ralado.
Cobrir com uma folha de papel vegetal e levar ao forno - a 200ºC - durante 20 minutos.
Retirar o papel e deixar assar por mais 5-7 minutos, ou até o queijo se apresentar derretido.
Retirar do forno e servir de seguida.

Notas:
Muito saborosas estas curgetes, desfazem-se na boca absorvendo totalmente o aroma das ervas e do queijo.
Uma receita que certamente voltarei a fazer, mas sem juntar a água, pois ao cozerem, as curgetes rendem liquido suficiente.
Curgetes no forno com ervas e queijo

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Calabacín al horno con hierbas y queso

Calabacín al horno con hierbas y queso

Suave, digesto y rico en minerales, calabacín es una  verdura siempre bienvenida a mesa.
Mi único problema con el calabacín, es no encontrarle mucho sabor.
Asado u a la plancha es como más me gusta y cuando he visto esta receta en Elvira’s Bistrot, he decidido probar...y aprobar. Sólo he sustituído el perejil por albahaca, si no, he seguido la receta de Elvira. 
Sin duda mucho más ligero que los gratinados con huevo y bechamel, pero muy aromático y sabroso. Ideal para días de calor como los que van pasando por aquí.


Ingredientes (2 personas):

Tiempo de preparación: 10 minutos
Tiempo de cocción: 30 minutos

250 g calabacín cortado a rodajas finas
2 dientes de ajo picados
1 cuch sopera de orégano seco
2 cuch sopera de hojas de albahaca frescas, picadas
2 cuch sopera de agua
Pimienta molida en el momento
2 cuch sopera de aceite de oliva
4 cuch sopera de queso curado rallado

Calentar el horno a 200ºC.
Colocar las rodajas de calabacín en una fuente de horno, con harmonía. Espolvorear con el ajo picado, la albahaca y el orégano.
Regar con el agua. Salpimentar. Regar con el aceite y espolvorear con el queso rallado.
Cubrir con una hoja de papel vegetal y hornear a 200ºC - durante 20 minutos.
Apartar el papel y dejar asar 5-7 minutos más, hasta que el queso haya derretido.
Sacar del horno y servir enseguida.

Notas:
Muy sabrosos estos calabacines, se deshacen en la boca absorbiendo totalmente el aroma de las hierbas y del queso.
Una receta que seguro volveré a hacer, pero sin juntar agua, pues al cocer, el calabacín ya suelta liquido suficiente.
Calabacín al horno con hierbas y queso

sábado, 20 de junho de 2015

Pão-de-ló de Alfeizerão... versão individual/‘Pão-de-ló de Alfeizerão’... versión individual

Pão-de-ló de Alfeizerão... versão individual

Pão-de-ló de Alfeizerão - individual

Pão-de-ló de Alfeizerão, uma relíquia que representa, e muito bem, a doçaria conventual portuguesa.

Costuma ser feito em formas maiores, mas como éramos só dois gulosos, fiz metade da receita original e cozi em formas individuais.

Pela sua textura, costumo dizer que é um ‘mi-cuit’ versão portuguesa. Sem chocolate, mas com o centro muito húmido, devido ao curto tempo de cozimento, e um sabor incomparável.


A conversa com T (de nacionalidade francesa) foi esta:

- Sandra, fazes Pastéis de Nata?
- Outra vez? Sempre que cá vens faço, mas este mês já fiz 3 tartes.
- Mas é tão bom...
- Sim, mas não. Está decidido. Os portugueses podem estar muito felizes contigo e agradecidos. Sabes apreciar e dás valor aos nossos Pastéis de Nata, mas chegou a altura de passares a outra coisa. Não há só Pastéis de Nata em Portugal.
- Ah?
- Vais provar pão-de-ló.
- Pardon?
- PÃO-DE-LÓ...ou o ‘mi-cuit’ português. ‘Bom, je t’expliques’...e lá tive de lhe contar uma história portuguesa em francês.

O Pão-de-ló de Alfeizerão, tal como conhecemos hoje, é um doce conventual que data do século XIX e que na verdade, surgiu da distração de uma cozinheira em stress.
‘Diz a tradição, que a receita do Pão-de-Ló pertencia às freiras do Convento de Cós e teria sido transmitida a algumas senhoras da terra que em dias de festa confeccionava esta receita original. Um dia, o Rei D. Carlos fez uma visita a esta localidade e logo chamaram uma dessas senhoras para convencionar um Pão-de-Ló para o Rei. Tamanho era o desejo de bem servi-lo, que a cozedura ficou incompleta! Ao invés do esperado, esta atrapalhação resultou num enorme sucesso que mereceu a preferência do Rei e o aplauso dos presentes. Estava, assim, descoberto o Pão-de-Ló de Alfeizerão.’

Ingredientes (4 tigelinhas de 10 cm de diâmetro):

50 g de açúcar
3 gemas
1 ovo
25 g de farinha

Aquecer o forno a 180 ºC.
Bater o ovo e as gemas com o açúcar até obter um creme forte e sedoso. (15 minutos com a batedeira elétrica).
Acrescentar a farinha peneirada, com cuidado e sem bater.
Untar 4 formas/tigelas (que possam ir ao forno )com manteiga e forrar com papel vegetal, também untado. Encher as tigelas com a massa, apenas até ¾ da sua capacidade.
Levar ao forno durante 8 a10 minutos (no meu foram 10 minutos).
Retirar do forno e deixar arrefecer.
Desenformar mas sem retirar o papel vegetal.
Servir o pão-de-ló no papel, de preferência no dia a seguir.

Que felicidade! Ficou perfeitinho. Húmido por dentro sem, no entanto, estar líquido e com aquele maravilhoso sabor a doce de ovos.
Realmente, não há nada como a doçaria portuguesa.

Pão-de-ló de Alfeizerão - individual

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‘Pão-de-ló de Alfeizerão’... versión individual



Pão-de-ló de Alfeizerão - individual

Pão-de-ló de Alfeizerão’, una reliquia que representa, y muy bien, la repostería conventual portuguesa.

Suele estar hecho en moldes grandes, pero como solo había dos golosos, he intentado prepararlo en porciones individuales.

Por su textura, suelo decir que es como un ‘mi-cuit’ versión portuguesa. Sin chocolate pero con el centro muy húmedo, debido a su corto tiempo de cocción, y un sabor incomparable.

Así ha sido mi diálogo con T (de nacionalidad francesa):

- Sandra, haces Pastéis de Nata?
- Otra vez? Siempre que vienes a casa los hago, y este mes ya van 3 tartas.
- Pero es tan bueno...
- Si, pero no. Está decidido. Los portugueses pueden estar muy felices contigo y agradecidos. Sabes apreciar y das valor a nuestros Pastéis de Nata, pero ha llegado el momento de pasar a otra cosa. No hay solo Pastéis de Nata en Portugal.
- Ah?
- Vas a probar pão-de-ló.
- Pardon?
- PÃO-DE-LÓ...o ‘mi-cuit’ portugués. ‘Bom, je t’expliques’...y así le conté una historia portuguesa en francés (y para vosotros en español).

El Pão-de-ló de Alfeizerão, tal como hoy lo conocemos, es un dulce de convento que fecha del siglo XIX que en realidad, ha surgido de la distracción de una cocinera en estrés.
‘Dice la tradición, que la receta del Pão-de-Ló pertenecia a las monjas del Convento de Cós y habría sido trasmitida a algunas señoras de la tierra que en días de fiesta confeccionaban esta receta original. Un día, el Rey D. Carlos há hecho una visita a esta localidad y enseguida llamaron a una de estas señoras para que confeccionase un Pão-de-Ló para el Rey. Tal era el deseo de servirlo bien, que la cocción quedó incompleta! Al revés de lo que se esperaba, este desbarajuste resultó en un enorme éxito que ganó la preferencia del Rey y el aplauso de los presentes. Así estaba descubierto, el Pão-de-Ló de Alfeizerão.’

Ingredientes (4 boles de 10 cm de diámetro):

50 g de azúcar
3 yemas
1 huevo
25 g de harina

Calentar el horno a 180 ºC.
Batir el huevo y las yemas con el azúcar hasta obtener una crema fuerte y sedosa. (15 minutos con la batidora eléctrica).
Añadir la harina tamizada, con cuidado y sin batir.
Untar 4 moldes/boles (que puedan ir al horno) con mantequilla y forrar con papel vegetal, también untado. Llenar los moldes con masa, hasta los ¾ de su capacidad.
Hornear  durante 8 a10 minutos (en mi horno han sido 10 minutos).
Sacar del horno y dejar enfriar.
Desmoldar sin quitar el papel vegetal.

Servir el pão-de-ló en el papel, de preferencia el día siguiente.

Qué alegría! Salió perfecto. Húmedo en el centro, sin por lo tanto, resultar demasiado líquido y con su maravilloso sabor.

Efectivamente, no hay nada como la repostería portuguesa.
Pão-de-ló de Alfeizerão - individual



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pavlova, cerejas e ‘Créme de Cassis’/Pavlova, cerezas y ‘Créme de Cassis’

Pavlova, cerejas e ‘Crème de Cassis’...Oh oui!

Pavlova, cerejas e 'Crème de Cassis'

Chegaram as cerejas!
Quando chega a estação, cerejas não faltam na minha mesa e pelos vistos não só na minha.

Depois de ter sido ‘vitima’ (sorriso) de umas deliciosas receitas com cerejas publicadas no blog ‘Cozinhar com os Anjos’ (do qual sou seguidora), fiquei com água na boca e aproveitei a visita do T para por em prática as aulas de Pavlova que recebi da Isabel, autora do mesmo blog.
Cerejas recém-chegadas do mercado, claras de ovo que se acumulam no congelador e um creme especial para o T, que não para de falar da famosa e deliciosa ‘crème double’ que comeu na Suíça.
Também a mim, me deixou boas recordações a ‘crème double’.

Para quem não conhece, trata-se de nata, mas não uma nata qualquer.
Para se denominar ‘crème double’ (traduzido: nata dupla), a nata tem de conter no mínimo 45% de gordura (a famosa ‘crème de Gruyère’ contém 50%).
Em Fribourg, é elaborada a partir do leite utilizado na produção do queijo Gruyère. Após a ordenha, a nata deposita-se à superfície do leite em repouso. As camadas superiores (com maior teor em gordura) constituem a parte ‘nobre’ da nata. Esta é recuperada para ser consumida tradicionalmente com fruta fresca ou com merengue.

Lembro-me que durante as minhas estadias na Suíça, quando íamos buscar leite, retirávamos a nata (que guardávamos preciosamente numa tigelinha à parte) e mais tarde, comíamo-la com a fruta que colhíamos nos bosques durante os nossos passeios (groselhas, amoras, framboesas, conforme a colheita do dia). Uma recordação que não quero esquecer.

Isto para explicar que para tentar reproduzir uma ‘crème double’ tentei misturar queijo mascarpone com nata, em partes ideais e não ficou nada mal.

Passando ao que interessa, a receita.

Pavlova, cerejas e ‘Créme de Cassis’

Molho de cerejas com ‘Créme de Cassis’ (4 pessoas):

400g cerejas descaroçadas
2 colh chá açúcar baunilhado
2 colh de sopa de ‘Crème de Cassis’ (licor de groselha negra)

Juntar tudo num tacho, levar ao lume e cozer 10 a 15 minutos.
Triturar e deixar arrefecer.


Pavlova (6 pavlovas individuais):

3 claras
170 g de açúcar
1 colher de chá de vinagre
1 colher de chá de Maizena

Bater as claras em castelo.
Quando estiverem firmes, juntar metade do açúcar e continuar a bater até fazer picos. Juntar o resto do açúcar, a Maizena e o vinagre e envolver bem com a espátula.
Acrescentar duas ou três colheradas de molho de cerejas (frio) e envolver na massa (bastam 2 ou 3 voltas) apenas para que esta fique marmoreada (não misturar muito, para que não fique tudo da mesma cor)

Cobrir o tabuleiro do forno com uma folha de papel vegetal, untá-la com manteiga e deitar colheradas de merengue para formar 6 círculos. Com o dorso da colher de (sopa), achatar levemente os merengues. Levar a cozer no forno pré-aquecido a 110ºC, durante 1 hora, apagar o forno e deixar o merengue arrefecer dentro do forno.

Creme de Mascarpone (4 pessoas):

25Og de queijo mascarpone
25O g natas
2 colh de sopa de açúcar
2 colh sopa de ‘Crème de Cassis’

Bater o le mascarpone para o amolecer e harmonizar.
Juntar as natas e começar a bater com a batedeira, aumentando a velocidade progressivamente.
Quando o creme ganhar consistência, juntar o açúcar continuando a bater até obter um creme firme.
Adicionar o ‘Crème de Cassis’, misturar delicadamente.
Reservar no frigorifico.

Montagem:

Colocar um merengue sobre o prato, regar um pouco de molho de cerejas, colocar umas boas colheradas de creme de mascarpone por cima, cobrir com mais molho e regar tudo com uma colherada de ‘Crème de Cassis’.


A surpresa de encontrar bocados de molho de cereja no interior do merengue. Delirio.


Notas:
- Creme de Cassis é um licor francês de groselha negra.
- A receita deu para 4 pessoas. Sobraram 2 bases de merengue. Podem-se guardar uns 5 dias   num recipiente hermético bem fechado.
- Na fotografia não se consegue ver bem o marmoreado do merengue, mas prometo que para
  a próxima, tiro fotografia só do merengue para que se possa ver.

Fiquem bem, boa gente.
Pavlova, cerejas e 'Crème de Cassis'


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Pavlova, cerezas y ‘Crème de Cassis’

Pavlova, cerezas y 'Crème de Cassis'

Llegaron las cerezas!
Cuando es temporada, cerezas no faltan en mi mesa y parece que no soy la única.

‘Victima’ (sonrisa) de unas deliciosas recetas con cerezas, publicadas en el  blog ‘Cozinhar com os Anjos’ (del cual soy seguidora),  también me apeteció un postre con esta fruta. He aprovechado la visita de T para poner en práctica las clases de Pavlova que he recibido de Isabel, autora del mismo blog.
Cerezas recién llegadas del mercadillo, claras de huevo que se acumulan en el congelador y una crema especial para T, que no para de hablar de la famosa, deliciosa ‘crème double’ que ha comido en Suiza.
A mí también me ha dejado buenos recuerdos, la ‘crème double’.

Para los que no conocen, se trata de nata, pero no una nata cualquiera.
Para que se pueda nombrar ‘crème double’ (traducido: nata dupla), esta nata tiene que contener el mínimo de 45% de grasa (la famosa ‘crème de Gruyère’ contiene 50%).
En Fribourg, se elaborada a partir de la leche utilizada en la producción del queso Gruyère. Tras el ordeño, la nata  se deposita en la superficie de la leche en reposo. Las capas superiores (con más elevado contenido de grasa) constituyen la parte ‘noble’ de la nata. Esta es recuperada para ser consumida tradicionalmente con fruta fresca o con merengue.

Me acuerdo que durante mis estancias en Suiza, cuando traíamos la leche, recogíamos la nata (que guardábamos preciosamente en una tarina a parte) para más tarde, comérnosla con la fruta que cosechábamos en los bosques durante nuestros paseos (grosellas, moras, frambuesas, según la cosecha del día). Un recuerdo del cual no me quiero olvidar.

Esto para explicar que para tentar acercarme a la ‘crème double’, he probado mezclar queso mascarpone con nata, en partes ideales y no há quedo nada mal.

Pasando a lo que interesa, la receta.

Pavlova, cerezas y ‘Créme de Cassis’

Salsa de cerezas con ‘Créme de Cassis’ (4 personas):

400g de cerezas deshuesadas
2 cuch de te de azúcar vainillado
2 cuch soperas de ‘Crème de Cassis’ (licor de grosella negra)

Poner todo em um cazo y cocer a fuego lento 10 a 15 minutos.
Triturar y dejar enfriar

Pavlova (6 pavlovas individuales):

3 claras de huevo
170 g de azúcar
1 cuch de té de vinagre
1 cuch de té de Maicena

Montar las claras apunto de nieve.
Cuando estén firmes, añadir la mitad del azúcar y seguir batiendo hasta hacer picos. Juntar el azúcar sobrante, la Maicena. el vinagre y envolver bien con la espátula.
Añadir dos o tres cucharadas de salsa de cerezas (fría) y envolver en la masa (bastan 2 o 3 vueltas) sólo para que esta salga marmoleada (no mezclar demasiado, para que no se quede todo del mismo color)

Cubrir la bandeja de horno con una hoja de papel vegetal, untarla con mantequilla y poner cucharadas de merengue para formar 6 círculos. Aplastar suavemente los merengues con el dorso de la cuchara. Hornear a horno precalentado a 110ºC, durante 1 hora, apagar el horno y dejar que el merengue enfríe dentro del horno.

Crema de Mascarpone (4 personas):

25Og de queso mascarpone
25O g de nata
2 cuch soperas de azúcar
2 c cuch soperas de ‘Crème de Cassis’

Mezclar el mascarpone para ablandarlo y armonizar su textura.
Añadir la nata y empezar a montar con la batidora, aumentando progresivamente la velocidad.
Cuando la crema gane consistencia, verter el azúcar e seguir batiendo hasta que la crema esté firme.
Añadir la ‘Crème de Cassis’, mezclar delicadamente.
Reservar en la nevera.

Montage:

Colocar un merengue sobre el plato, regar con un poco de salsa de cerezas, poner unas buenas cucharadas de crema de mascarpone por encima, cubrir con más salsa y regarlo todo con una cucharada de ‘Crème de Cassis’.


La sorpresa de encontrar trozos de salsa en el interior del merengue. Un delirio.

Notas:
- ‘Crème de Cassis’ es un licor francés de grosella negra.
- La receta ha servido 4 personas. Han quedado 2 bases de merengue. Se pueden unos 5 días en un recipiente hermético bien cerrado.
- En la foto no se percibe bien el marmoleado del merengue, pero prometo que para
  la próxima, saco una foto sin adorno para que se pueda ver.

Quedar bien, buena gente.

Pavlova, cerezas y 'Crème de Cassis'